sexta-feira, 11 de junho de 2010


Corpo que em noite quente;

Desnudo vem descansar;

Ao lado de um outro corpo;

Que o está a esperar;

Logo o desejo se apresenta;

Na curiosidade de um explorador;

Que quer através de seus carinhos;

Despertar no outro corpo o amor;

Incansáveis aceleram os gestos;

E entre gemidos de puro prazer;

Fazem vir a tona num doce beijo;

Tudo que suas almas queriam esconder;

Ritmo marcado em música surda;

Onde o balanço vem lembrar o mar;

Que em ondas de suor salgado;

Lava os corpos, deixando seu cheiro no ar;

E assim as horas vão passando;

Substituindo o sono por luxuria e prazer;

Onde os dois corpos se fundem e se completam;

Querendo apenas a paixão viver...

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